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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Será um sonho? Não creio!

Quando afirmei que iria me candidatar muitos disseram que estava ficando louco.
Mas, de forma alguma tenho qualquer tipo de “problema de cabeça”, apenas estou tentando trabalhar por minha cidade (Passos) e região, minha instituição mãe, ou seja, a Polícia Civil, como também prestar como cidadão a minha cota de trabalho ao desenvolvimento de nossa sociedade - este é meu sonho!
Entendo que devo trabalhar com três pontos que considero básicos a todos, sendo que o primeiro é justamente a saúde, o segundo é a educação e o terceiro e super importante, a segurança, sendo este último assunto que julgo entender profundamente pelo trabalho desenvolvido durante trinta anos na Polícia Civil.
A saúde pública deve ser preservada e desenvolvida de todas as formas, a meu ver todas as cidades pólo de nosso estado deveriam ter um hospital público para atendimento em todas as especialidades médicas aos mais necessitados, é claro gratuitamente.
O nosso estado tem dezenove milhões e quinhentos mil habitantes e destes 6% são viciados de drogas, como crack, cocaína e maconha e 10% seriam viciados em álcool, segundo fontes do Centro Mineiro de Toxicomania.
Estima-se que em nosso Estado teriam 300 clínicas de recuperação de dependentes químicos e apenas 60 fazem parte da rede pública, tornando impossível o atendimento da maioria.
Ora são aproximadamente um milhão de usuários de drogas e aproximadamente um milhão e novecentos mil alcoólatras, sendo que destes pelo menos 80% se tratados normalmente deverão voltar ao convívio de nossa sociedade como cidadãos de bem e com amplas possibilidades de se tornarem trabalhadores produtivos.
Assim entendo que existe a necessidade premente da instalação de clinicas de recuperação em viciados em drogas, como também de álcool em todas as cidades pólo de nosso estado, tratamento totalmente gratuito, dando condições de tirar estas pessoas desta situação degradante e dando paz às suas famílias.
O segundo ponto a ser trabalhado é justamente a educação. Pois bem, temos que trabalhar para que nosso estado crie cursos profissionalizantes abertos a todos os cidadãos, visto que já tive oportunidade de notar que no “SINE” (Sistema Nacional de Empregos) existem vagas para diversos cargos, porém estas vagas não são preenchidas por absoluta falta de mão de obra qualificada, deixando muitos na informalidade e na miséria.
Penso também que o poder público deve proporcionar ao jovem a possibilidade de estudar em escolas técnicas, dando a eles condições de saírem do ensino médio com uma profissão a que possam trabalhar e ainda para aqueles que desejam cursar o terceiro grau deve o estado proporcionar universidades públicas totalmente gratuitas, dando oportunidades iguais a todos.
Quanto ao terceiro item, vejo que o governo em todos os seus níveis, peca por não tomar atitudes drásticas para barrar esta violência desenfreada que hoje temos em nossas ruas, entendo que o tráfico de drogas é o responsável por todos estes problemas e que como em nossa Constituição Federal são vedadas à pena de morte e a pena de prisão perpétua devem os legisladores pátrios editar leis duras contra estes que somente levam a desgraça às famílias brasileiras.
Efetuei uma pesquisa e tomei conhecimento que o brasileiro, segundo o IBGE, vive hoje em média até os 65 anos, assim entendo que os legisladores poderiam aumentar as penas de reclusão para 50 anos aos traficantes e diminuírem os benefícios que a lei dá a estes monstros.
Assim agindo com estas providências os nossos legisladores estarão, sem dúvida, ajudando a combater este câncer que se abateu sobre nossa sociedade.
Entendo ainda que as polícias de todo o nosso País devem ser mais bem pagas e equipadas para o combate efetivo contra o tráfico de drogas e a violência que o acompanha, entendo que necessitamos de mais policiamento em nossas ruas para dar maior segurança aos nossos cidadãos de bem.
Francamente digo a quem quiser ouvir que “lugar e bandido é na cadeia” e que “traficante bom é traficante morto”!
Por fim entendo que um Deputado Federal deve trabalhar pela paz em nossa sociedade, pela justiça social e igualdade e enfim lutar por dias melhores para todos os cidadãos.
Esse é meu pensamento, este é meu intuito, esta é minha crença.
E ponto final!

segunda-feira, 7 de junho de 2010

O que será que a nossa cidade necessita?

Outro dia uma pessoa me perguntou o que achava que nossa cidade necessitaria, respondi tranqüilamente que tem necessidade de muitas coisas, principalmente de saúde, educação e segurança.
Todos sabem que apesar de nosso prefeito ser um profissional de saúde, infelizmente nesta área a sua administração deixa muito a desejar!
Necessitamos de um hospital público, necessitamos de mais médicos, enfim necessitamos de mais investimentos em saúde.
O Samu está em fase implantação e espero que ajude aos menos necessitados, se é que sai do papel.
Quanto à educação, a nossa cidade necessita de uma universidade pública, visto que a nossa Fesp se transformou em uma escola meramente particular e super interessada em arrecadação e não em ensinar.
Alguns alunos estão se transferindo para outras escolas por vários motivos, sendo um dos principais o baixo nível de ensino e as mensalidades altíssimas.
Outros jovens de nossa cidade e de nossa região nem sequer iniciam qualquer tipo de curso na Fesp por absoluta falta de condições financeiras.
A região necessita de escolas técnicas profissionalizantes para que nossos jovens aprendam uma profissão que lhes dê condições de uma vida melhor.
Sei muito bem que em Passos existe um batalhão da PM e uma Delegacia Regional da Polícia Civil, porém noto que poderia ter mais policiais na rua, poderia ser mais bem policiada as nossas ruas.
Talvez a criação de uma Guarda Civil Municipal, inclusive com pessoal especializado em policiamento de trânsito às vezes poderia melhorar substancialmente a segurança em nossa cidade.
Esta providência poderia desonerar uma parte do pessoal da PM do policiamento de trânsito e os liberar para combater o ilícito.
Mas, no entanto para aqueles que respondi sobre a necessidade de mais educação, saúde e segurança, declarei que a necessidade de representantes na Câmara Federal e Assembléia Estadual é um fator preponderante para a busca de soluções não só para Passos e sim para toda a região.
Temos de Paraíso um deputado federal e um estadual; pois bem são ótimos representantes daquela belíssima cidade, porém para Passos e região não apresentam trabalhos que nos levem a confiança nestes.
Temos vários candidatos na região, tanto para federal como para estadual, entretanto devemos primeiramente enxergar qual realmente tem condições de ser eleito, visto que alguns necessitam de mais de noventa mil votos para se eleger, o que é praticamente impossível que isso aconteça!
Este mesmo candidato esta fazendo um “barulhão” com fogos de artifício por todos os lugares por aonde vai, no entanto sem saldar os cheques com que ele efetua os “pagamentos” dos fogos e de outros tipos de artifícios usados por ele e sua turma para tentar arranjar votos pela cidade e região, provando assim a sua fama de mal pagador e de caloteiro.
Os eleitores devem prestar bastante atenção nestes verdadeiros picaretas que se apresentam como “salvadores da pátria” e, no entanto não passam de mera propaganda enganosa.
Que Deus nos ajude a melhor escolher os nossos representantes!

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Deveríamos rir ou deveríamos chorar? Eis a questão!

Li estes dias um artigo da escritora Lya Luft e em seu texto ela discorria sobre o modo de criação dos filhos nos dias de hoje, como também da forma de atuação do estado no que tange ao envolvimento de nossos jovens com o crime e das penas imputadas a estes.
Ela em seu texto diz que nós pais temos medo de dar ordens e limites ou até mesmo castigos a nossos filhos e assim iniciar-se-ia uma espécie de crise de autoridade já no início, dentro de nossos lares.
Que adolescentes saudáveis são tratados a mamadeira e sanduíches por pais desorientados e receosos de exercer qualquer comando, iludidos por uma série de psicologismos falsos.
Jovens infratores são tratados pelo estado como imbecis, embora espertos, e como inocentes, mesmo que perversos estupradores, frios assassinos, traficantes e ladrões.
Estariam os pais levando na brincadeira a questão do erro e do castigo, e o estado à questão do crime e da punição.
Existem nos dias de hoje a banalização da má educação em casa e na escola, e do crime fora delas, e tem consequências dramáticas que hoje já não conseguimos avaliar a dimensão deste problema.
Em lares onde existe a autoridade, esta é considerada atrasada, antiquada e chata. Se nas famílias e nas escolas isso é um problema, na nossa sociedade, com nossas leis falhas, sem rigor nem coerência, isso se tornará com o tempo uma verdadeira tragédia urbana.
Não deveríamos falar em policiais corruptos, pois a maioria destes é honesta e honrada, ganha vergonhosamente pouco, arrisca e às vezes perde a vida, e pouco a sociedade liga para este fato.
Nesta nossa cultura do absurdo, pequenos crimes levam seus autores a passar anos em um destes lixões de gente chamados de cadeias, enquanto bandidos perigosos entram por uma porta e saem por outra em nossas cadeias, para simplesmente voltar a cometer crimes.
Muito crime e pouco castigo, castigo excessivo ou brando demais, leis antiquadas ou insuficientes, cidadãos dentro de casa, é a bandidagem no controle da rua.
Pais com medo de filhos, professores insultados pela meninada sem educação.
Sem limites em casa e sem punição fora dela. Leis ruins e prisões lotadas de gente em condições animalescas.
Pois bem, esta escritora nos dá uma aula de cidadania, visto que ela nos fala a verdade.
Nós pais não sabemos hoje criar os nossos jovens e o nosso estado com suas leis fracas faz com que estes mesmos jovens passem a fazer parte deste exército de marginais e drogados.
As nossas prisões não ressocializam ninguém e apenas fazem aumentar a periculosidade destes jovens que em tese seriam pessoas de bem.
As nossas ruas são uma fábrica de viciados em drogas, uma fábrica de bandidos e prostitutas e nada fazemos e o estado finge que faz alguma coisa e realmente nada faz.
Jovens cometem crimes e nem sabem a extensão de seus atos, visto que não aprenderam desde sua tenra idade a diferença entre o bem e o mal.
Os pais não mais lhe dão educação, visto não saberem mais o que realmente podem fazer e o que não podem, às vezes quando punem o fazem em demasia ou muito brandamente e normalmente deixam de punir fingindo nada ter acontecido por maior que seja o erro, dando assim aos nossos jovens a sensação de impunidade.
A impunidade é a mãe de todos os crimes, a impunidade e o tráfico de drogas é o ponto de partida para toda esta violência que acomete e vitima a nossa sociedade como um todo.
Ou os pais passam a agir como educadores desde o nascimento de seus filhos, lhes ditando regras, lhes impondo limites, lhes apontando a diferença absurda entre o bem e o mal ou nossos jovens estarão fadados a um futuro desgraçado e nossa sociedade fadada ao caos e a tragédia social.
Ou o estado legal passa a penalizar o individuo que comete crimes, dosando exatamente a sua pena com base no resultado negativo de seus atos ilícitos ou nossa sociedade estará fadada a um futuro negro e sem nenhuma perspectiva de futuro.
Seria de rir, se não fosse de chorar!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

A insegurança nossa de cada dia

Nos nossos dias o cidadão de bem vive praticamente encarcerado em sua própria casa com grades em todas as janelas, com muros altos, com cercas elétricas e mesmo assim é todos os dias vitima da violência desenfreada.
O sistema de segurança de nosso País está falido e a concepção de segurança pública é arcaica e ultrapassada.
A filosofia estatal no que concerne à segurança pública é feita através mais de propaganda do que de atos concretos.
A Câmara Federal e Senado, órgãos legisladores, ainda não conseguiram enxergar a necessidade de uma total reestruturação das leis e dos conceitos de proteção à sociedade.
Os nossos políticos parecem que ainda não entenderam que a injustiça social, a pobreza, a fome é que levam os menos favorecidos ao crime, parece que tais cidadãos não fazem parte de nosso contexto social.
Os nossos políticos estão distantes da população, não fazem parte efetiva da realidade social do Brasil.
A segurança pública è sem dúvida nenhuma um dos primeiros itens nas necessidades de nosso povo.
A educação foi esquecida e as nossas escolas são tomadas por gangues de jovens de baixa renda, normalmente ligadas ao tráfico de drogas.
Os professores, por mais incrível que se pareça, são reféns desta violência e nada podem fazer para reprimir vandalismos, violências que acontecem dentro das nossas escolas.
O professor além de receber péssimos salários é obrigado a viver acuado e alguns já foram até agredidos por alunos dentro das escolas públicas.
É esta a triste realidade da educação no Brasil, esta é a prova que a base de nossa educação social está doente, muito doente.
O povo quer comida, o povo quer segurança, o povo quer educação, o povo quer trabalho, o povo quer saúde, o povo quer e não tem!
Se o Estado efetivamente trabalhasse dentro do que norteia a Constituição Federal a situação seria outra.
O ensino brasileiro é de péssimo nível, a saúde pouco eficaz, a segurança pública é insuficiente, o povo já não acredita nas autoridades.
Os nossos Deputados e Senadores, enfim, os políticos em sua grande maioria, metidos com corrupção, falcatruas de todos os tamanhos e o povo sofre nas ruas.
A violência campeia em nossas ruas e avenidas, o tráfico de drogas dia a dia abraça nossos jovens, adota nossas crianças e os pais ficam sem saber o que fazer.
Fui Policial Civil por vários anos e lembro-me de ter entrado em um local de extrema pobreza em uma cidade no Triângulo Mineiro e lá deparamos, eu e minha equipe, com crianças cheirando cola, imediatamente fizemos apreensão daquelas crianças, bem como o material usado por eles.
Intimamos os pais para comparecerem à delegacia para acompanhá-los ao fórum onde seriam entregues à autoridade competente.
Em conversa com algumas mães tentei alertá-las a respeito do risco do uso destas substâncias por crianças, fui informado que aquelas crianças, em sua grande maioria, fazia uso regular destas drogas para matar ar fome, visto que elas nada tinham para dar como alimento a elas.
Este é apenas um relato de quanto é dura a realidade em comunidades pobres, conglomerados e favelas espalhadas por todo o Brasil, a sociedade às vezes se nega a enxergar a realidade, se nega até mesmo sem querer, ver o quanto que pessoas igual a nós, sofrem pela fome e a desigualdade.
Os bandidos que nos agridem todos os dias e aqueles que estão totalmente perdidos impossíveis de ressocialização não existe outro caminho: ou a cadeia ou a morte.
Esta criança que passa fome é furto da pobreza e da desigualdade social, amanhã poderá ser aquele bandido que nos vitimará!
Necessitamos de uma política realmente voltada para o social! Necessitamos de segurança no sentido literal da palavra!